A-M-O-T-E…com todas as letras

Junho 19, 2006 at 9:34 pm Deixe um comentário


É tão grande o amor que te tenho que parece que rebento por dentro da felicidade que me dá saber que és…..a minha filha.

Tu, MATILDE, és de longe a melhor coisa que me podia ter acontecido, olhar para a tua foto e saber que não é mentira a tua existência é um bálsamo que traz aroma aos meus dias…todos os meus dias.

Filha, minha, dou comigo a rir a pensar nas tuas coisas nas tuas traquinices nas tuas correrias nas tuas bonecas e nas pilhas de caixas de DVD…nunca pensei que algum dia alguém me iria chamar pai até ao dia em que a tua mãe me ligou a dizer…” vou agora para a maternidade com a minha mãe depois vê se consegues lá ir ter” …tipo vai lá ter vamos beber um café e conversar, que disparate, parece que foi ontem. Foi nesse dia, naquele instante em que te levei para a balança toda enrugada e a aprender a chorar que pela primeira vez na vida percebi o que me faltava ainda perceber, foi o dia seguinte o primeiro em que não me perguntei quando me vi no espelho “ mas que raio ainda andas aqui tu a fazer?!?”. Foi tão bom.

Mas o melhor ainda estava para vir e veio e o melhor acredito ainda está para vir e sei hoje que virá de certeza, pelo menos enquanto ainda cá andar para te ver a…..viver!…lembras-te quando te ia buscar ainda bebé a casa da tua mãe para vires passar o sábado e domingo comigo…era de quinze em quinze dias, eu lembro-me filha, lembro-me da trapalhada que fazia com a mudança das tuas fraldas, lembro-me que desesperava quando desatavas a chorar e eu não sabia se era fome se o que era e lembro-me das coisas que mãe mandava….das papas em frasquinhos e dos biberons já feitos, lembro-me daquelas roupinhas pequenitas, dos sapatinhos do tamanho de porta chaves e das birras que já fazias naquela altura para não dormir. Sabes, tinha de sair de casa para te adormecer no carro como fazem muitos pais, mas nós fazíamos com estilo saiamos de santos-o-velho íamos á 24 de Julho onde eu te indicava os sítios que estavam a dar e entravamos novamente em alcântara para ver as obras do condomínio do salavisa e do futuro edifício do Jean nouvelle, era ai que contava sempre sobre os grandes arquitectos e do tio fred, da tia Ana, que há-de vir a ser um deles, nunca adormecias e sempre gostavas de ouvir esses assuntos esquesitos, tu só adormecias no miradouro do museu de arte antiga a ouvir os relatos de futebol da antena 1, o “ Bola branca” devias gostar do absurdo.

..e quando íamos curtir aos domingos para o jardim dos patos?…iamos a casa do avô neno de manhã fazer-lhe a vida num inferno e depois de roubarmos as carcaças que ele lá tinha íamos desfazê-las em migalhas para dar aos patos, ganços e peixes nos jardins da Gulbenkian, aquilo era uma festa….tu eras a rainha do jardim como és a rainha em todos os lugares, a minha barbie rapunzel, sempre o centro das atenções com a tua vida a tua alegria a tua espontaniedade a tua inocência….de resto foi ali que aprendemos a dar cambalhotas, lembras-te?…..na relva? Estávamos os dois a passear e eu explicar porque é que uns patos são brancos e outros castanhos, porque é que pombos não cantam se são passarinhos e outras questões de duvidosa clareza….decidimos parar numa manta verde de relva fresca, para eu me sujar como tu gostavas de dizer….para o papá sujar….era assim que dizias, e lá fomos nós conversar sobre as coisa do mundo para aquele chão apetitoso, começas-te a brincar ás coçegas comigo e demos por nós a rebolar por entre risos magníficos, não resisti a ensinar-te o que era uma cambalhota e quando me vistes a fazer uma ficas-te apaixonada…tinhas de aprender aquilo, foi rir e rebolar e cambamlhotar a tarde inteira, ora tu, ora eu, ora eu e tu. Foi demais.


…E quando te levei á praia a primeira vez só os dois? Foi tão giro bebé, nem queria acreditar mal puseste o pé na areia desatas-te muito pequenina e muito rápida a andar em direcção à água, caias e gatinhavas e levantavas-te e andavas e caias sempre a direito para tomar banho….” Banho papá!” a rir….bué de feliz e inocente sem saber as dificuldades que em me estavas a meter. Quando chegas-te ao pé do mar tiras-te a camisola, assim mesmo….zás, trás! Tudo fora…um frio dos diabos e eu num “aí-jesus” de dar dó a tentar segurar-te….um frenesim incrível….tu mesmo em estado natural…MATILDE, a minha bebé mais linda do mundo.

…eu posso não ter muitas certezas, mas de uma coisa eu estou absolutamente certo, a minha vida sem ti não tinha grande piada. Obrigado filha!

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Ele há coisas do diavo!! o marriage do rodrigo!

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