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Janeiro 11, 2006 at 9:20 pm Deixe um comentário

As coisas que eu leio;

…ora bem! ( sempre quis começar a escrever com esta expressão). Quem me conhece sabe eu de leituras e de filmes ” papo tudo” só depois é que digo que não gosto, então para mim nem livros é preciso, se tiver na casa de banho de banho leio rótulos de medicamentos com uma satisfação divina, se entrar num autocarro sento-me no lugar atrás do motorista e decifro o regulamento e respectivas sanções para os utentes, se estiver num consultório médico não leio a caras, pela simples razão que aquilo não tem letras só tem fotografias mas leio certamente aquelas revistas tipo mundo cientifico ou propaganda do exército da informação médica.

Sempre disse à minha irmã “….tás a ler isso!? eu só não leio porque tenho muitos livros e tenho medo de não ter tempo de os acabar a todos!” de resto é com ela que também vou aprendendo que nem só com mais de 400 páginas se faz um livro.

…assim que vou lendo as coisas que leio. Elas veêm me parar ás mãos e desconfio sempre se aquilo não será uma das melhores coisas que eu vou pôr os olhos em cima.

Desta vez veio uma coisa bem ao meu estilo, claro está que nisto como em outras coisas eu não me dedico em exclusividade e vou lendo daqui e dali em vários livros ao mesmo tempo, mas este é uma coisinha especial. O Pacto.

O Pacto, para quem nunca leu é um livro em dois volumes, capa preta muito simples e cerca de 500/600 páginas cada um. Começa com um “….e xxxx de pele imensamente escura, extremamente baixo ( pigmeu) resolveu pegar na sua tribo que comunicava através de estalidos de lingua e atravessar o deserto.”, se não for exactamente isto é quase e vai descrever as migrações e civilizações da africa austral desde tempos imemoriais até ao século vinte. É no fundo a história romanciada da formação da Africa do Sul como País e como sistema social.

O autor, que eu desconheço completamente mas que me dizem ter dois outros grandes livros, Havai e Chesapeek, faz isto num estilo muito semelhante em termos da arquitectura do romance, através de uma saga familiar…..tipo o que faz o sul americano no cem anos de solidão.

A familia são os Van Doorn e a história atravesa várias gerações de Van Doorns todos muito bem conseguidos, todos muito ao serviço da descrição das diversas fases da história desse incrivel país que é a Africa do Sul.

Ainda não acabei de ler mas gostava ainda nos próximos tempos de ir “postando” aqui sobre essa história tão distante da história da europa que estamos habituados, essa estória de Boers, trackboers, de mulheres fabulosas, de gente de força, de vontade….de colónias com politicas obtusas e de negros, dos hotentontes aos xhosa, de mzilikazi a chaka zulu….e claro das religiões e o seu papel para a formação do sistema, o apharteide, começando nos hunguenotes franceses, passando pelos holandeses calvinistas até naturalmente aos protestantes e a sua proverbial hipocrisia Britânica.

….então se não se importam ( refiro-me ás duas pessoas que leem o blog) vou andar a falar sobre isto nos próximos dias.

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